terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Hipótese alternativa para criação da teoria da relatividade



Não tinha Albert completado os seus dezessete anos quando conheceu Lucy. Era ele o tipo de cara satirizado nesses filmes bestas, cheios de hormônios adolescêntes e sem muita criatividade. Sabe o cara bobão, que usa óculos fundo de garrafa com fita isolante nas hastes e que nunca pega ninguém? Então o Albert era pior.
         Bom o que ocorreu é que ele não sabia muito que fazer com as mãos naquele momento. Ela, muito mais experiênte, pegáva-lhe a mão e ensinava o caminho sinuoso de seu corpo. Era a primeira vez que sentia o calor de uma mulher. Pele, pêlo e perfume. O coração palpitante, as pupílas dilatadas e pelo corpo todo pelos eriçados. Excitação. Mas como chegaram os dois ali? O que os levou até aquele momento íntimo? Se ele era o famoso e desprezado estereótipo ‘nerd’ por que ela então o quis?
Bom trata-se da coisa mais estúpida e sacana de que se tem notícia: ela tinha esse fetiche de ser professora de sexo. Foram os dez minutos mais felizes e rápidos da pacata vida de Albert.
         Fato, consumado, diga-se de passagem, é que não eram namorados. Não tinha romance, nem poesia. Não tinha flores, nem telefonemas. No entanto Albert ficou ali em frente ao telefone com a razão e a emoção conflitando. Tudo acontecera numa festa e ela estava totalmente embriagada. “Será que ela se lembra de mim?”- pensou. Chegou a tirar o telefone do gancho, mas hesitou. Desistiu.
         “A vida continua e se entregar é uma bobagem…”. Esse trecho de letra de canção popular serviu para Albert qual uma veste feita por alfaites. E seguiu em frente. Os dias agora eram os de sempre. O colégio, o computador e a TV. Até que um dia recebeu um telefonema:
         - Oi Albert é a Lucy! Não sei se lembra de mim, mas preciso falar pessoalmente com você…
          O aconteceu foi que eles não vestiram o saquinho e a menstruação dela estava atrasada. Agora estavam os dois em um hospital aguardando pelos seus destinos. Ele, mais uma vez, não sabia o que fazer com as mãos naquele momento. Ela… também não. Apesar de não ser virgem nunca havia atrasado sua menstruação. “E logo com ele…”- pensou. Era a primeira vez que sentiam um cala frio tão intenso. Pele, pêlo, tudo estremecia. O coração palpitante. Aflição e ansiedade. Arrependeram-se. Quizeram voltar no tempo.
         -Quanto tempo ainda falta pra sair o exame?- perguntou Lucy para a atendente
         -Dez minutinhos…
         Foram os dez minutos mais longos de suas vidas. Até que…
         -Vamos diga logo o resultado- disse ele ao vê-la com o exame na mão abrindo-o.
         -Negativo!
          “Ufa… que alívio…” sentiram.
         Nunca mais se viram. Mas Albert até hoje quando explica sua teoria da relatividade em confêrencias internacionais se lembra de Lucy. Há quem diga que ela é a tal intuição que ele sempre fala quando ensina sobre sua teoria. Acredite quem quiser...

Um comentário:

  1. E a vida segue; e a vida segue. Ou você a acompanha, ou você a perde.

    ResponderExcluir